sábado, 15 de dezembro de 2012

Avaliações Internas e Externas: uma relação complementar




 Avaliações Internas e Externas: uma relação complementar

Texto cedido pelo Professor Rafael Chalegre em participação ao fórum do Curso de Formação de Profissionais da Educação Pública do Estado do Amazonas pelo CAED em 15/12/2012 .



Por Rafael de Oliveira Chalegre Neto

As avaliações em larga escala diagnosticam as competências básicas dos estudantes ao final de um período de estudos e as avaliações internas do aprendizado são realizadas durante todo esse período. Mas as relações entre essas duas modalidades avaliativas podem confundir os mais incautos.
Uma pergunta básica que se pode fazer a respeito das avaliações externas é se elas são mesmo importantes, além de nos dar os dados de algumas competências. Será que poderíamos, inclusive, prescindir dessas avaliações? Seus resultados obtidos são mesmo importantes para a educação básica avançar em qualidade? E o que fazer com esses dados? Em que sentido eles são importantes? Será que apenas sabendo da ineficiência da educação básica do país iria resolver algo? E se são importantes, poderíamos, então, abdicar das avaliações internas da aprendizagem em seu favor? A resposta não seria complexa.
As avaliações em larga escala são importantíssimas como um apoio das decisões a serem tomadas no processo educacional escolar. Os dados obtidos são uma diretriz do ponto de partida a qualquer ação pedagógica, pois sem os mesmos não se teria, simplesmente, ideia de por onde começar.
A educação deve estar assentada sobre uma base, que podemos chamá-la de competências básicas. Essas competências são para a educação assim como uma base sólida concretizada é para um prédio. Sem a base, o prédio simplesmente não existirá. Em outras palavras, qualquer plano pedagógico que despreze isso não resultará em competências complexas, pois faltarão ao aluno as competências básicas, ou seja, os conhecimentos prévios para a partir deles se assentar outros mais complexos. Mas como saber se o aluno desenvolveu a base? É aí que entra as avaliações externas em larga escala, pois elas têm o poder de averiguar se o aluno as possui. E somente a partir daí, ou seja, somente após sabermos se o aluno possui a base é que podemos saber se o mesmo está pronto para receber a parte complexa, ou partes complexas.
Como são os professores que vão fazer esse trabalho, é de fundamental importância que os mesmos tenham os dados das avaliações em larga escala para poderem traçar um plano das competências que podem ser desenvolvidas pelo aluno ou, se há a necessidade urgente de trabalhar na construção da base, digo, das competências básicas, não importando em que série seu aluno se encontra.
Logo, os dados das avaliações em larga escala são um apoio fundamental ao trabalho dos professores, pois sem levá-los em consideração o professor corre o risco de preparar uma aula de análise sintática, por exemplo, para alunos que nem ao menos sabem ler e escrever de forma coerente e inteligível. O conhecimento básico é o essencial, o fundamental e sem ele o conhecimento novo não terá em que se agregar para criar conexões simplesmente porque não haverá como.
Portanto, as avaliações internas da aprendizagem são o apoio do trabalho do professor em sala de aula tanto para diagnosticar o desenvolvimento das competências básicas desenvolvidas como as complexas que constam no currículo escolar, enquanto as avaliações em larga são um diagnóstico do desenvolvimento apenas das competências básicas. Importante observar que é imprescindível que o professor utilize os dados destas para poder exercer aquelas.
As avaliações em larga escala medem o desempenho; as avaliações internas da aprendizagem auxiliam no aprendizado. O desempenho é secundário ao aprendizado, pois este vem impreterivelmente primeiro. Em contrapartida, sem a aferição do desempenho antes de se iniciar o aprendizado este poderá nem vir a existir.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Educação: um processo de transformação social


Por Adrieli  Chalegre

A educação é um processo de transformação social que demanda tempo, esforço de várias partes e que não é muito favorável à ganância dos políticos corruptos.
Ensinar e aprender faz parte de um processo que pode ser observado em diversos países. Ele engloba fatores sociais, culturais, políticos e pedagógicos e é definido de acordo com o contexto histórico-social de uma dada sociedade. Este processo é de suma importância para a formação de cidadãos éticos, críticos e não preconceituosos, de modo a sociabilizar e integrar os indivíduos de uma sociedade, possibilitando, assim, a transformação social da mesma.
Para que essa sociedade seja transformada é preciso que seja cumprido o direito a educação que está escrito na Constituição Federal de 1988 onde diz que a educação é direito de todos, sem distinção alguma e é dever do estado, da família e da sociedade proporcionar aos cidadãos a mesma. O estado tem um importante papel na formação do individuo, ele tem que viabilizar meios para a educação, disponibilizando escolas, material, professores e outros itens. A família, com exceção de alguns casos, não vem cumprindo o seu papel, que é o de formar um cidadão de caráter, ético, com preceitos corretos, jogando, assim, nas mãos do professor toda a responsabilidade da educação de seu filho. O professor, agora, tem papel de assistente social, psicólogo, e a sua função que é proporcionar a construção do conhecimento junto com aluno fica dificultada, uma vez que, há uma grande distribuição de tarefas ao educador. A sociedade também deve contribui com a educação e é através dela que há a socialização que permitirá ao indivíduo a abertura de novos horizontes, proporcionando ao mesmo um sentimento de coletividade, de cooperação, de responsabilidade social, criando-se assim uma identidade individual e social devidamente alicerçada.
Para uma educação alicerçada, é preciso tempo, é necessário que seja feito com os indivíduos um processo educacional contínuo, onde o estado possa fazer uma avaliação diagnóstica, perceber as dificuldades e as habilidades dos indivíduos, percebendo, assim os níveis de conhecimento e as competências dos alunos.  Após essa análise o estado poderá desenvolver um plano pedagógico, de modo que este contemple as necessidades que os estudantes tenham e que permita que os mesmos desenvolvam as habilidades e competências em que eles tenham dificuldades desenvolvendo, assim, uma melhor aprendizagem. Essa aprendizagem demanda tempo e os alunos devem está cientes que a mesma é um processo contínuo, onde só se aprende a escrever, escrevendo e só se aprende a ler, lendo, logo o processo de aprendizagem é um processo, demorado que necessita de investimentos, de materiais, e consciência por parte dos alunos, para que haja, assim, um melhor trabalho desenvolvido pelos professores.
Não é de hoje que sabemos que é preciso investir em educação para melhorar a aprendizagem e tornamos um país desenvolvido, porém a busca por números melhores, índices altos em aprovação e metas educacionais excelentes têm feito com que as competências básicas aos alunos devam ter passem despercebidas.
A óbvia conclusão que podemos tirar dos testes de avaliação feitos no Brasil, é que o ensino brasileiro está longe de garantir a aprendizagem de todos os estudantes. E como foi dito acima a aprendizagem é transformadora e capaz de abrir a mente dos cidadãos. Diante disso percebe-se que a falta de investimento na educação por parte dos políticos se dá por medo de serem questionados, de perderem poder, haja vista que a educação como uma perspectiva libertadora e motivadora seria a chave principal para desfavorecer a ganância dos políticos corruptos.



Fontes:

Processo educativo. disponível em : http://pt.wikipedia.org/wiki/Processo_educativo. Acesso em : 14/12/2012 às 16:10.